Aqui está o progama da melhor tarde/noite das vossas vidas!
quinta-feira, 6 de junho de 2013
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Já temos datas para nos virem conhecer!
A Verbos & Letras e o Grupo
Entropia têm o prazer de informar as datas de apresentação da revista de Banda
Desenhada Portuguesa Os Escudos da Lusitânia:
1 de Junho, Sábado, às 16H00 – IX
Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja
4 de Junho, Terça-Feira, às 20H00 – Tertúlia de Banda
Desenhada de Lisboa
7 de Junho, Sexta-Feira, às 19H00 – Gárgula Templo dos Jogos
E, como se não bastasse, o Lançamento Oficial do nº 0:
8 de Junho, Sábado, a partir das 16H00 – 1UP Gaming Lounge
Dia 8 de Junho
teremos um grande momento de confraternização d’Os Escudos da Lusitânia,
cuja programação informaremos proximamente.
Pela equipa d’Os Escudos da Lusitânia
João Figueiredo e Adelina Menaia – Editores
1UP Gaming Lounge – https://www.facebook.com/1UpGamingLounge
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Apresentação da revista "Os Escudos da Lusitânia".
A Verbos & Letras e o Grupo
Entropia têm o prazer de vos apresentar Os Escudos da Lusitânia, a nova
revista de Banda Desenhada Portuguesa e não só, centrada no universo de
fantasia com o mesmo nome.
Uma iniciativa que pretende
promover o gosto e os hábitos de leitura entre todos, de modo a trazer mais
leitores à Banda Desenhada. Pretende também juntar à BD expressões tão diversas
como a literatura, a ilustração e os jogos de Role Playing Game e Estratégia,
de modo a envolver todos os aventureiros que vagueiam pela Lusitânia de hoje.
Os
Escudos da Lusitânia é um
conjunto de aventuras que vai deixar toda a gente a suplicar por mais. Esqueçam
tudo o que possam ter aprendido nas aulas de História, pois esta não é a
Lusitânia que todos pensam ter existido. Esta é a Lusitânia de um mundo em que
magia e seres fantásticos são comuns. Situada na Ibérria, uma grande península
do continente Eural, a Leukitânea (nome como os Lusos daquela altura designavam
a sua terra) está à beira de uma guerra que poderá atingir dimensões gigantescas.
Invadida por demónios e seus lacaios, à Leukitânea só restam os seus heróis.
Homens, Elfos e Anões. Guerreiros destemidos, capazes de dar a vida para
defender os seus povos.
Lançaremos já no
próximo dia 8 de Junho o nº 0 da revista. Este nº 0 conta com a participação de
Adelina Menaia, Ana Saúde, Bruno
Ma, Claudino Monteiro, João Amaral, João Figueiredo, João
Raz, Paulo Marques e Ricardo
Correia. Esperamos que a revista
vos dê, ao lê-la, o mesmo prazer que nos deu a produzi-la. Muito obrigado a
todos os que, desde sempre, duma ou doutra forma, contribuíram para o
nascimento d’Os Escudos da Lusitânia.
Pela equipa d’Os Escudos da Lusitânia
João Figueiredo e Adelina Menaia – Editores
geral@osescudosdalusitania.pt
domingo, 12 de maio de 2013
A Lusitânia nunca mais será a mesma!
Antes de mais notícias sobre o lançamento da revista Os Escudos da Lusitânia, eu, O Mestre dos Escudos, relembro-vos o vídeo apresentado no VIII Festival de Banda Desenhada de Beja, em 2012. Um conjunto de imagens antigas dum projecto que vê agora a luz do dia.
Um video feito pelo inigualável Paulo Marques, com a junção do trabalho dos vários desenhadores.
E preparem-se, pois a Lusitânia nunca mais será a mesma.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
Nova Revista de Banda Desenhada - Os Escudos da Lusitânia
Vem aí
Os
Escudos da Lusitânia, uma nova revista de Banda Desenhada Portuguesa.
Estás pronto para a aventura? Fica atento!
Desenho da Capa - João Amaral / Grafismo - Ricardo Correia
domingo, 14 de abril de 2013
Leukitanean Night ao rubro!
Eu, O Mestre dos Escudos, tenho o prazer de vos informar que a Leukitanean Night, no 1UP Gaming Lounge, foi um sucesso. A noite começou com a apresentação da Exposição dedicada a'Os Escudos da Lusitânia. Jogou-se depois um Board Game onde se simulou "A Batalha por Adrionísia", assim como se jogaram outros jogos de ficção ciêntífica, super-heróis ou sobre a Revolução Francesa. E, melhor que tudo, o grupo de Role Playing Game foi formado. Assim, futuramente, iremos começar a campanha d'Os Escudos da Lusitânia para RPG. Esta campanha será paralela às aventuras dos Jovens Lusos em BD ou Contos, que brevemente conhecerão grandes desenvolvimentos.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Leukitanean Night, Sábado, 13 de Abril, no 1UP Gaming Lounge!
(Arte: João Raz)
Eu, O Mestre dos Escudos, tenho a honra de vos convidar para a Leukitanean Night, já este sábado, no 1UP Gaming Lounge na Ramada, o primeiro bar de videojogos de Portugal.
Iremos ter a inauguração da exposição d'Os Escudos da Lusitânia, uma sessão de Board Games intitulada "A Batalha por Adrionísia" e ainda o lançamento da Campanha de RolePlayingGames com base n'Os Escudos da Lusitânia.
E sobre "A Batalha de Adrionísia", imaginem essa cidade em riscos de ser cercada. Agora acrescentem a iminência de uma invasão por frente marítima e pela Grande Floresta Iberrium. Imaginem ainda que têm que encontrar diversos artefactos capazes de virar a guerra para vosso lado. Então já sabem como será a noite de sábado.
Apareçam.
terça-feira, 9 de abril de 2013
O início de Paulo Marques n'Os Escudos da Lusitânia! - Dois Irmãos!
Aqui fica a "recuperação" da primeira BD que o Paulo Marques fez para Os Escudos da Lusitânia, que foi publicada no Celacanto #2 Sobre o Lobo. Argumento de Adelina Menaia & João Figueiredo.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
A Partida do Guerreiro!
Eu, O Mestre dos Escudos, aqui vos deixo a foto que registou o encontro da Aliança dos Povos Livres da Lusitânia, numa despedida ao desenhador Paulo Marques. Um encontro que juntou Pedro Manaças (autor de BD e responsável pela mensagem na foto), Cristina Amaral (Bedéfila e fotografa nos tempos livres), Ana Saúde (autora de BD, a colaborar com Os Escudos da Lusitânia), Adelina Menaia e João Figueiredo (Criadores d'Os Escudos da Lusitânia), Pedro Bouça (Bedéfilo, crítico de BD e tradutor de BD), Paulo Marques (o "homenageado") e João Amaral (autor de BD, a colaborar com Os Escudos da Lusitânia).
Paulo Marques é o criador, entre outras histórias, d'O Mundo do Estranho, é o fundador do Grupo Entropia e é um dos desenhadores que tem estado a dar corpo às aventuras d'Os Escudos da Lusitânia. Razões da vida o levaram a emigrar. Contudo, a sua dedicação à Banda Desenhada não irá parar.
Para o Paulo, um grande abraço.
Amanhã irei relembrar-vos a sua primeira BD para Os Escudos da Lusitânia.
terça-feira, 26 de março de 2013
Os Escudos da Lusitânia chegam ao fim...
...Será? Eu, O Mestre dos Escudos, digo-vos que Nim! Os Escudos da Lusitânia começaram há já quase 10 anos como uma Campanha de Role Playing Games, jogada por um grupo de amigos. Posteriormente, tem sido adaptado à Banda Desenhada e à Literatura. Acontece que um dos membros do grupo de RPG, mais propriamente o mestre de jogo, vai emigrar e ter com a companheira que também já tinha emigrado. Assim, a versão de RPG, com as personagens originais, irá terminar numa sessão futura.
Por outro lado, um dos nossos desenhadores também vai emigrar. Assim, futuramente iremos realizar uma sessão em que iremos terminar esta história no campo dos RPG's e falaremos um pouco sobre este Universo. Estejam atentos.
Arte: João Raz
quarta-feira, 13 de março de 2013
Os Escudos da Lusitânia no Specweek 2013 - 15, 16 e 17 de Março - Pavilhão de Macau - Loures
Esta Sexta, Sábado e Domingo, toda a Leukitanea marchará para Loures, para o Specweek 2013. Um evento dedicado à Ficção Especulativa, onde Os Escudos da Lusitânia estarão presentes, na já famosa exposição "Universos do Entropia", do Grupo Entropia. Tudo sobre o evento aqui.
domingo, 6 de janeiro de 2013
Os Escudos da Lusitânia publicados no EntropiaEzine!
2013 está aí e Os Escudos da Lusitânia estão em grande. Saiu hoje o EntropiaEzine, a mais recente publicação do Grupo Entropia. O EntropiaEzine é um fanzine digital que reúne nas suas páginas uma compilação de trabalhos de diversos Autores, dentro das áreas da Banda Desenhada, Ilustração, Fotografia e Literatura, tendo como principal objectivo a partilha gratuita, rápida e directa, de um pouco do que de bom é feito em Portugal, dentro das Artes abrangidas.
Continuando a sua parceria com o Grupo Entropia, Os Escudos da Lusitânia estão presentes no EntropiaEzine com uma apresentação deste universo fantástico.
Leiam e divulguem o EntropiaEzine. Já agora, vejam também o site do Grupo Entropia em www.grupoentropia.net
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
"O Poder da Magia Invernal" - Página 5
Aqui fica o final da aventura "O Poder da Magia Invernal". A todos, um Feliz Natal! São os Votos do Mestre dos Escudos.
domingo, 23 de dezembro de 2012
"O Poder da Magia Invernal" - página 4
Aqui fica a quarta página da nossa BD, "O Poder da Magia Invernal". Fiquem atentos ao blog pois já só falta mais uma página que será publicada amanhã!
Argumento - Adelina Menaia e João Figueiredo
Desenhos - Ana Saúde
Tintas - Bruno Ma
Cores - Ana Saúde.
Argumento - Adelina Menaia e João Figueiredo
Desenhos - Ana Saúde
Tintas - Bruno Ma
Cores - Ana Saúde.
sábado, 22 de dezembro de 2012
"O Poder da Magia Invernal" - página 3
Aqui fica a terceira página da nossa BD, "O Poder da Magia Invernal". Fiquem atentos ao blog para verem as próximas páginas.
Argumento - Adelina Menaia e João Figueiredo
Desenhos - Ana Saúde
Tintas - Bruno Ma
Cores - Ana Saúde.
Argumento - Adelina Menaia e João Figueiredo
Desenhos - Ana Saúde
Tintas - Bruno Ma
Cores - Ana Saúde.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
"O Poder da Magia Invernal" - página 2
Aqui fica a segunda página da nossa BD, "O Poder da Magia Invernal". Fiquem atentos ao blog para verem as próximas páginas.
Argumento - Adelina Menaia e João Figueiredo
Desenhos - Ana Saúde
Tintas - Bruno Ma
Cores - Ana Saúde.
Argumento - Adelina Menaia e João Figueiredo
Desenhos - Ana Saúde
Tintas - Bruno Ma
Cores - Ana Saúde.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
"O Poder da Magia Invernal" - página 1
Aqui fica a primeira página da nossa BD, "O Poder da Magia Invernal". Fiquem atentos ao blog para verem as próximas páginas.
Argumento - Adelina Menaia e João Figueiredo
Desenhos - Ana Saúde
Tintas - Bruno Ma
Cores - Ana Saúde.
Argumento - Adelina Menaia e João Figueiredo
Desenhos - Ana Saúde
Tintas - Bruno Ma
Cores - Ana Saúde.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
O Poder da Magia Invernal
A Lusitânia sempre foi um território de inúmeras crenças e tradições. E, como em todo o mundo que, naquele tempo, seguia as Antigas Tradições, costumava-se comemorar o Solstício de Inverno com muita alegria e festa. Os últimos dias de Dezembro eram, para os Elfos, o fim de um ciclo e o início de outro. Tal como para os Necromantes. Terminava a fase de morte e definhamento do ano, iniciando-se a fase da vida e crescimento.
O culto a Adrião e ao Deus Esquecido Palinar chamava a esta época do ano a “Magia Invernal”. Era a época do ano em que Palinar mostrava aos seus devotos que para passar as privações do Inverno era necessário união entre todos e Amor entre as comunidades.
Vivia-se a “Magia Invernal” do ano de 1632 da Era da Águia Imperial, uma festa que se tornara de todos os lusitanos. E nesse tempo, como ainda hoje, existia um poderoso Mago, Nicolaveu, que entregava presentes a todos os seres bons do mundo, na noite da “Magia Invernal”. Nesse ano, Nicolaveu tinha vindo à Lusitânia, acompanhado por Cêpêniar, o Caminhante de Barbas, seu amigo. Tinham-se conhecido uns anos antes, durante as deambulações do Caminhante de Barbas pelo Eural.
Era a primeira vez desde que tinha partido, que o Caminhante de Barbas voltava à Lusitânia. Ele e Nicolaveu traziam um presente muito especial, para uma criança muito especial também. Traziam o Sagrado Prisma da Vida, oferta do Espírito da Floresta Negra e da própria Senhora de Alcamé a AtiryAtir, filha de Yedalyn e de Vicarius Grovius.
AtiryAtir era uma Princesa Elfa que tinha nascido há cinco anos, representando a união dos Necromantes com os Elfos do Sul. Tal como todas as Damas Elfas, Filhas de Alcamé, AtiryAtir vivia intrinsecamente ligada à Mãe Natureza, e era de mau pressagio se algo de mal ocorresse ao seu presente, enviado pela própria Deusa do Elfos.
Valadia, a Senhora da Traição, sabia disso. A ditadora da Lusitânia não poderia deixar que chegasse às mãos dos Elfos tão precioso artefacto, muito menos deixar que a bênção da Senhora de Alcamé se concretizasse. Ao saber da entrada de tão poderosos magos na Lusitânia, trazendo com eles o Sagrado Prisma da Vida, Valadia não perdeu tempo. Montando em Blacus, o seu dragão negro de confiança, encetou viajem até uma gruta perdida nas montanhas do Norte da Lusitânia. Descendo do dorso de Blacus de forma imponente e majestosa, Valadia aproximou-se da entrada da gruta, onde se escondia o maior segredo dela.
– Ladenia! Apresenta-te imediatamente! – Disse rispidamente Valadia.
Valadia encontrava-se numa gruta em que só ela podia entrar, devido ao seu poder mágico. Lá dentro, aprisionada, encontrava-se a sua secreta e misteriosa filha. Apenas Tonotomon, Senhor do Fogo e irmão de Valadia, sabia da existência de Ladenia.
A gruta não era propriamente uma gruta de urso ou de qualquer animal selvagem. Era um autêntico palácio, em que, através de artes mágicas, nada faltava à filha secreta de Valadia. Ladenia levantou-se de uma poltrona, onde se encontrava entretida, a ler um livro de magia, antes de a mãe chegar.
Ladenia era linda. Apesar de já ter mais de trinta anos, esta Meio-Demónia apresentava um ar infantil de jovem adolescente, e não era por causa da magia reinante, mas antes pelo cruzamento de duas raças diferentes. Ladenia sabia que era bonita e sabia que tinha um poder imenso.
– Que quereis, minha mãe? Decidiste, por fim, vir passar algum tempo comigo? – Perguntou Ladenia.
– Deixa-te de lamúrias e prepara-te para partires em missão. Tens que interceptar dois Magos. Nicolaveu e o Caminhante de Barbas. Trazem uma prenda para a coisinha irritante da Princesa dos Elfos do Sul e eu quero esse artefacto. Tens habilidade suficiente para isso. Não tens que os aniquilar, tens apenas que esperar que parem para descansar e, durante a noite, com toda a discrição, roubares-lhes o artefacto. – Disse-lhe Valadia, friamente.
– E que artefacto é esse, que tanta cobiça te dá? Alguma coisa de interesse, que valha a pena eu sair da clausura a que tu me condenaste? Há uns bons meses que não vinhas cá. No início, eram todos os dias, a treinares-me na magia e na arte de roubar. Depois, quando fiquei adulta, deixaste de vir. Apareces esporadicamente, apenas para me enviar nas tuas missõezinhas e nos teus servicinhos. Por ti, já matei, já roubei, já espionei, inclusive fiz aquilo que tu sabes e que eu mais odeio em mim. E hoje, que está um frio desgraçado lá fora, vens-me pedir para eu ir roubar um artefacto. O Sagrado Prisma da Vida, não é? – Disse-lhe Ladenia.
Valadia, ao ouvir a última frase, arregalou os olhos e sentiu que tinha sido descoberta, não querendo acreditar que a sua filha já lhe conseguia ler os pensamentos. Mas foi momentânea, a expressão de pânico no seu rosto. Recuperando a postura de altivez e maldade, a Senhora da Traição não se deixou impressionar pelas acções da sua irreverente filha.
– Andas muito saídinha da casca, tu. Estou a ver que vais voltar a passar uma temporada com o teu tio Tonotomon. E olha que ele não vai ser tão brando desta vez. Deixa-te de ideias, que eu quero o Prisma na minha mão, amanhã de manhã. Está lá fora o Blacus, que te guiará nesta missão. – Disse-lhe Valadia, virando-lhe costas. Depois de alguns passos, virou-se para trás e acrescentou mais uma coisa. – E não penses em fugir. O Blacus arrasa-te num instante.
***
Nicolaveu e o Caminhante de Barbas estavam a sobrevoar as Montanhas Gual, sentados no trenó alado do primeiro, quando viram no horizonte uma silhueta hedionda.
– Ai, meu velho Nicolaveu. Acho que temos chatices. Cheira-me que a nossa vinda à Lusitânia foi comunicada aos inimigos da Aliança dos Povos Livres. – Disse o Caminhante de Barbas, ao mesmo tempo que se levantou e se segurou ao enorme volume de presentes que estava atabalhoadamente arrumado nas traseiras do trenó.
– Cêpêniar, creio que esta viagem ainda vai acabar mal. – Disse-lhe Nicolaveu, agarrando-se firmemente às rédeas do trenó. – Ó pá, tu sabes bem que eu não posso usar o meu poder para acções de violência. Toma. – E, tocando no braço do Caminhante de Barbas, abençoo-o com uma aura de magia, paz e amor.
– Deixa estar, irmão. Cá nos desenvencilharemos. – Tranquilizou-o o Caminhante de Barbas.
***
Ladenia não estava a cumprir o que a sua mãe lhe pedira, apesar dos protestos do dragão negro. Estava a ser tudo, menos discreta e não via qualquer utilidade em esperar pela noite, quando podia abordar logo ali as suas presas e destrui-las. Ladenia não se preocupava nada com o que quer que a mãe lhe dissesse. Em pequenina e em jovem, era uma vassala dos caprichos da mãe. Agora, Ladenia queria o Sagrado Prisma da Vida para si. O poder de traição da mãe também lhe corria nas veias.
Em poucos segundos, Ladenia aproximou-se do trenó alado e fez um voo rasante.
***
– Viste o que era? – Perguntou Nicolaveu ao seu amigo, que se encontrava agachado, em cima do monte de presentes e preparando-se para lançar um feitiço qualquer.
– Um dragão negro, com um cavaleiro todo vermelho, com a cara tapada. Isto não é obra de Bracamon. Isto tem antes dedo da Valadia. – Respondeu-lhe o Caminhante de Barbas.
– Porque dizes isso, irmão?
– Porque Bracamon teria mandado uma esquadrilha imensa de dragões vermelhos, montados pelos seus ases Orc’s. Um só indivíduo vir atacar dois pobres velhotes que trazem um poderoso presente para uma princesa elfa??? Obviamente que a Valadia quer o Prisma. – Respondeu-lhe o Caminhante de Barbas, troçando um pouco.
***
Ladenia, ao ter feito o voo rasante, pretendia que as suas presas se despenhassem. Não tendo isso acontecido, descreveu uma volta no ar e, virando-se para o trenó alado, ergueu a mão, de onde começou a surgir uma enorme bola de fogo. Quando essa bola ficou completamente formada, arremessou-a contra o trenó, surtindo o efeito pretendido. O trenó despenhou-se no solo nevado de um pequeno planalto das Montanha Gual, desaparecendo por baixo do manto branco. Só ficou à mostra um pequeno gorro vermelho de Nicolaveu.
Ladenia obrigou Blacus a descer e, quando estava perto do local onde se encontrava o trenó despedaçado, saltou do dorso de Blacus, fez três mortais no ar e aterrou junto do gorro de Nicolaveu. Começou a vasculhar na neve, sem resultado aparente.
– O Prisma? Onde está o Prisma? – Dizia Ladenia, de forma ofegante.
Nisto, estando distraída, não reparou no amontoado de neve que se deslocou atrás de si, de onde saiu, num salto, o Caminhante de Barbas. No ar, agarrou no seu cajado e atingiu Ladenia na cabeça, com a força necessária para a deixar momentaneamente inconsciente. Quando aterrou, o Caminhante de Barbas olhou para o céu e viu o dragão negro a fazer um voo picado em sua direcção. Num ápice, o Caminhante de Barbas lançou a sua explosão cósmica, um feitiço poderoso que irradiou do seu cajado, que fez com que o dragão negro fugisse assustado. Depois, o Caminhante de Barbas viu Nicolaveu levantar-se debaixo do manto de neve, queixando-se pela milionésima vez das costas, desde que a viagem começara, sinal de que estaria tudo bem com o velho feiticeiro. Então, o Caminhante de Barbas retirou a máscara do rosto de Ladenia e tocou-lhe com a palma da mão na testa. Nisto, saltou um gemido, olhou para Nicolaveu e para Ladenia, ficando bastante alarmado com algo que sentira ao analisar a sua estranha atacante.
– Estou a ver, Cêpêniar. Essa jovem tem um sério problema. E é pena não saber ela toda a verdade. – Disse-lhe Nicolaveu.
– Pois é, irmão. Mas creio que um dia, ela saberá fazer a escolha acertada. E nesse dia, meu velho, o mundo mudará. – Disse, por seu lado, o Caminhante de Barbas.
Nicolaveu ergueu as mãos ao céu e olhou, com desânimo, para o seu trenó destruído.
– Que pena. Um trenó tão bom. Olha, que se lixe. – Disse Nicolaveu. Depois, dizendo umas palavras mágicas secretas, fez desaparecer os destroços do trenó e aparecer um trenó novo.
– Ao menos, desta vez, podias ter feito um trenó coberto. – Disse-lhe o Caminhante de Barbas, rindo.
– Qual quê? Adoro estes modelos descapotáveis. Faço furor com este trenó assim.
– Pois. Mas quem se constipa sou eu.
Passadas algumas horas Ladenia viria a acordar. Não viu ninguém. Furiosa, viu assim escapar o Prisma. Levantou-se, pronta para procurar a pista das suas presas. Ao levar as mãos aos bolsos encontrou num deles uma carta que dizia:
“Um dia, serás livre do poder nefasto da tua mãe. E irás encontrar amigos e pessoas que te darão o afecto que te falta. Renega aos poderes demoníacos, e serás livre. Hoje, à meia-noite, procura um cofre debaixo da primeira árvore que encontrares. Lá dentro, encontra-se um presente para ti, desta maravilha que é a Magia Invernal. Foste tocada por ela.”
Fim
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Programação Natalícia!
Este ano, o Natal é em Grande! É com grande honra que eu, O Mestre dos Escudos, vos trarei uma aventura especial d'Os Escudos da Lusitânia.
O Poder da Magia Invernal é um conto de João Figueiredo, adaptado para Banda Desenhada por uma extraordinária equipa.
Esta é a minha prenda para todos vocês nesta quadra. Uma programação de se lhe tirar o chapéu.
Assim:
14 de Dezembro - Publicação do Conto "O Poder da Magia Invernal"
20 a 24 de Dezembro - Publicação diária de uma página da BD "O Poder da Magia Invernal"
Ficha Técnica:
Conto - Autoria de João Figueiredo
Banda Desenhada
Argumento - Adelina Menaia e João Figueiredo
Desenhos - Ana Saúde
Tintas - Bruno Ma
Cores - Ana Saúde.
Num ano particularmente dificil para todos e numa altura em que se adivinham mais dificuldades em 2013, os heróis lusos continuam a fazer frente aos demónios que querem destruir a Leukitanea. É esta a nossa forma de celebrar o Natal.
O Mestre dos Escudos deseja a todos um Bom Natal e Feliz Ano Novo. É a altura ideal para estarmos com as nossas famílias. E, tal como naquele tempo na Leukitanea, é a altura ideal para, com a nossa luta, fazermos de cada dia o dia de Natal que todos merecemos. Não nos podemos esquecer que temos do nosso lado o poder da Magia Invernal.
Assinar:
Postagens (Atom)



















